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A Coragem da Fé


Tereza Rodrigues
Professora - Palestrante Espírita

A CORAGEM DA FÉ(1)

Pedro, no tormentoso momento do Jardim das Oliveiras, nega o Mestre. Discípulo da primeira hora, compartilhando, diariamente, dos exemplos de Jesus, no instante do delicado testemunho da amizade, fraqueja tomado pelo medo do que lhe poderia suceder. Após a partida do Mestre, no entanto, demonstra o aprendizado nas tarefas da Casa do Caminho e, mais tarde, diante da poderosa Roma, oferece a própria vida em holocausto, pela Boa Nova. Era já o apóstolo, multiplicador das verdades do Evangelho, que não temia por si mesmo, pois tinha a crença inabalável, fruto da vivência no Amor.

Como Pedro, mutos provaram sua fé nas perseguições e nos circos da fase inicial do Cristianismo. Hoje, não temos diante de nós a necessidade de testemunhos idênticos, porém a verdadeira fé, a cada dia dos tempos modernos, precisa de coragem para levantar a bandeira de suas certezas, pois as "verdades" do mundo materialista são possantes, perturbadoras e pressionam, a cada momento, o seguidor do Cristo.

  • É contra ou a favor do aborto?

  • É contra ou a favor da pena de morte?

  • Bandido bom é bandido morto.

  • Se todo mundo paga/recebe propina, por que eu não?

  • Um "jeitinho" não prejudica ninguém.

  • Perdão é covardia.

  • No amor e na guerra vale tudo.

  • Se os políticos são corruptos, por que não posso pensar em vantagens para mim?

  • O problema da miséria é dos governantes.

  • O dinheiro traz felicidade.

  • Etc, etc, etc...

Opinar, à luz do Evangelho, é muitas vezes motivo de sarcasmo dos demais; agir de acordo com as Leis de Deus, pode trazer críticas, controvérsias e até algum tipo de perseguição. Entendamos que conduta evangélica não é pregação religiosa, mas posição diante da vida e de todas as conseqüências do viver. As relações sociais nos colocam a todo o momento frente a decisões que demandam a coragem da fé: não corromper ou se deixar corromper, respeitar as leis que regem a vida em sociedade, respeitar a vida em todas as suas manifestações, lutar contra os vícios, não compactuar com o relaxamento moral que se tornou "normal" na vida pública e privada, enfim, conviver com tudo e com todos sem abrir mão da crença no Pai e do respeito às suas leis.

Não é uma tarefa simples viver a fé na interdependência da vida social, onde muitas vezes a carência afetiva conduz as pessoas a aceitar determinados comportamentos com medo do isolamento ou da solidão. Mas, assim como Pedro, encontrou as condições para ser fiel seguidor do Cristo, e no trabalho do bem, reabilitar-se do momento de fraqueza, busquemos na fé segura, consciente e racional, a coragem de ser cristão, de ser espírita, para vencer nossos momentos de fragilidade diante do mundo.

Não temamos o "ser diferente", "antiquado", "fanático". Lembremos o aviso do Mestre para que o nosso falar fosse sim, sim, não, não(2), pois o que caracteriza o cristão é a franqueza e o amor à verdade, ambos vestidos pelo indispensável tato fraterno.Venceremos muitas vezes, fracassaremos em outras oportunidades, mas absorvamos estas palavras, sem desculpismo para novos erros, mas como incentivo para próximas vitórias: "... se errares, se te comprometeres, se te arrependeres, antes que te perturbe a culpa, recompõe-te, refaze o equívoco, recupera-te e reconquista a serenidade"(3).
Tereza Rodrigues

(1) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, 84 ed.Feb., cap. XXIV, itens 13 a 16
(2) Mateus, 5:37
(3) Franco, Divaldo P. Momentos de Saúde, pelo Esp. Joanna de Ângelis, 1a. Ed. Leal, cap. 16
 

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