Paulo Nagae
Químico e Palestrante Espírita

Perispírito – O Conceito de Camadas

Em três artigos publicados no jornal “O Semeador” (FEESP), em agosto, setembro e outubro de 1993, Durval Ciamponi nos mostra o perispírito como um corpo formado por camadas. Esse estudo seria publicado, mas tarde, em seu livro “A Evolução do Princípio Inteligente”, editado pela FEESP, em março de 1995.

No segundo artigo, o Autor nos dizia o seguinte:
“Qual é, realmente, a constituição do perispírito e onde se localizam os centros de força?

Essas perguntas formulamos ao mentor espiritual, ao final de uma reunião de estudos, na Federação Espírita de São Paulo, no dia 24/09/1984, às 16h30min, após exposição de aula sobre perispírito e centros de força.

Os esclarecimentos que se seguem foram dados, segundo pensamos, por André Luiz, que se manifestou ao final da aula. Fizemos as anotações da melhor maneira possível, sem gravador, por isso esperamos não ter incorrido em erros de registro.

Disse o mentor: O perispírito compõe-se de diversos corpos, que vão se superpondo em camadas, até atingir sua forma mais alva e sutil. Estes corpos são os seguintes: corpo etéreo, corpo astral e corpo mental.

O corpo mental, por sua vez, compõe-se de muitos outros corpos, conforme o grau de evolução do espírito. Estes corpos são: corpo mental inferior, corpo mental inferior, corpo mental médio, corpo mental superior e corpo mental sublime.

Após este nível, temos a espiritualidade maior, onde o perispírito se apresenta em outros graus, até perder seu peso específico.

Os chacras localizam-se em todo esse conjunto. Atravessam todas as camadas. Se se diz que está no duplo etéreo, está a dizer-se que a atuação mental está no duplo, que neste caso torna a parte atuante.'” (Durval Ciamponi – “O Semeador” – setembro/93)

Independentemente da comunicação ter sido dada por André Luiz, no que acreditamos, ela é coerente com as informações que foram citadas nos artigos anteriores, dadas por esse respeitável amigo espiritual.

Como nos diz o Autor, é o próprio André Luiz o mensageiro da espiritualidade, que coerentemente vem completar as informações dadas em suas obras, sistematizando-as.

Do mesmo modo que a Ciência, a cada dia, penetra nas profundezas da estrutura atômica, descobrindo novas partículas, os espíritos nos revelam que, entre o espírito e o corpo físico, há camadas intermediárias compostas de matérias com diferentes densidades e que, na verdade, o perispírito é um conjunto de composição heterogênea que envolve o princípio inteligente e é constituído de vários pontos. Então, a nossa visão do homem integral fica mais ampliada e, através dessas informações, teremos as seguintes definições:

Corpo mental –
Envoltório sutil da mente, presente desde a criação do Espírito, com as suas quatro subdivisões (sublime, superior, médio e inferior). É nesse corpo que ficam gravadas as experiências adquiridas pelo espírito.

Corpo espiritual ou corpo astral ou psicossoma – É o retrato do corpo mental. Corpo de relação do espírito, quando separado do corpo físico. Esta separação pode ser temporária, como no desdobramento que ocorre durante o sono físico, ou definitiva, como no fenômeno da morte. Este corpo ainda é perecível, porém isto é assunto a ser desenvolvido em um próximo artigo.

Corpo etéreo ou duplo etérico – Corpo formado de eflúvio vitais na sua maior parte emanados do neuropsiquismo do corpo físico. Como este, desaparece após a morte. É a parte que permanece junto ao corpo físico, quando o espírito deste se separa, temporária ou definitivamente.

Na figura, na qual não estão assinaladas as subdivisões do corpo mental, os corpos que compõem o perispírito estão representados por cor escura, em tonalidades que se tornam mais fracas, à medida que se aproximam do espírito. Estas diferentes tonalidades estão utilizadas, simplesmente, para dar-nos uma idéia das diferentes densidades destas camadas. O espírito está representado pela cor mais clara, indicando uma natureza diferente da natureza do perispírito. As camadas mais sutis penetram nas mais densas; porém as mais densas não penetram nas mais sutis.

Deste modo, fica mais fácil entender os mecanismos envolvidos na comunicação entre o espírito e a matéria densa do corpo físico e vice-versa. Essa transmissão de mensagens ocorre de maneira gradual, passando por camadas afins entre si. Se o perispírito fosse um corpo uno e de constituição homogênea, ele não teria capacidade de ter afinidade com esses dois extremos, o corpo físico, que é matéria densa, e o espírito, que nem matéria é. Lembremos a infinidade de tipos de fluidos que existe entre o fluido cósmico universal, que é a origem da matéria que conhecemos, e a matéria que constitui o nosso corpo físico.

Paulo Nagae
(Retirado da Revista Estudos Espíritas – Maio/1999 – Edições Léon Denis)